quinta-feira, 19 de abril de 2012 0 verbalizados

Pitaqueando ...





Na falta de anos, experiências de vida e, especialmente, talento, eu não posso ensaiar nenhum manual do bem-viver a la “Filtro Solar”, mas minha pequena bagagem já me avaliza a dar alguns pequenos pitacos , que seguem-se assim:

1º) Não se limite ao que lhe foi dado e se liberte dos retratos pintados, pois nenhum artista, por mais talentoso que possa ser, captura o que está sob a pele de alguém. Tenha coragem de desenhar e redesenhar sua própria imagem, pois a autenticidade vale mais que a precisão ou a beleza do traço;

2º) Não se inscreva nas histórias que lhe foram contadas, procure escapar da personagem narrada porque ela revela apenas a percepção do narrador. Tenha claro, portanto, que serás sempre melhor do que teus desafetos professam e inevitavelmente, pior do que teus amigos poderão lhe confessar;

3º) Solte-se das amarras que tentarão lhe impor, não deixe que lhe prendam aqui ou lá, mantenha-se em flutuação – a alma não pode ser âncora ou porto, ela só sobrevive enquanto maré. Fuja de quem lhe aprisiona e de tudo que limite sua visão sobre o mundo;

5º) Por fim, escape de todo e qualquer absolutismo, as verdades são entidades abstratas que se colam apenas à ignorância e ao medo. As certezas são os freios da vida. Estimule sua curiosidade, questione-se e surpreenda-se com cada novo resultado, não permita, em nenhuma etapa da vida, que a possibilidade do erro lhe impeça de tentar;

Tomadas tais precauções, creio que tudo estará encaminhado para que, com o passar dos anos, a rotina não consiga substituir a aventura. Lembre-se que a medida de uma vida bem vivida é dada apenas pela dimensão do sorriso e pelo encantamento do olhar que prevalece à face já marcada pelo tempo.   
quinta-feira, 8 de março de 2012 0 verbalizados

Apenas verbalizando ... (saudade de mim)




A saudade mais sincera que sinto é uma saudade de mim, egoísta assim.

Saudade do “eu” indefinido, infinito e distante do “se”.

Sinto saudade de mim no tempo em que o “eu” nunca me pesava, ele apenas se reinventava para nunca me cansar.

Saudade sincera é esta, a saudade do descompromisso de um “eu” que era apenas sonhado sem qualquer obrigação de se manter ou se fazer real.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 0 verbalizados

Textos perdidos (Tudo que quero)


Descobri!!! Não existem mais contos de fada, não existem, mas será que não restou nada?

Não exijo um castelo, mas quero ter um elo forte, uma carruagem chamada táxi (bicicleta também está valendo!), quero alguém que me ache, me chame, que me clame em silêncio e não peça perdão.
Um príncipe é chato, quero um gato, não precisa ser alto, musculoso ou lindo, mas não dispenso um sorriso malicioso de quem sabe o que quer. Pode ter uma pitada de timidez e outra de altivez, desde que me conceda sempre a sua vez.
Quero alguém que me surpreenda na escada,  que chame de amada e se mantenha assim. Quero flores do vizinho, quero alguém com quem sorrir baixinho no meio da multidão, quero um olhar de compreensão ao invés da solidão quando a TPM chegar.
Preciso das mãos sem frescuras, mas bem cuidadas ... Indiscretas e secretas ... mãos para cafuné, para tomar café, para recebê-lo, para dá-lo. Também as quero entrelaçadas as minhas, tapando meus olhos, me guiando, me levando mesmo que a boca grite. Quero mãos que assim como as minhas supliquem o corpo.
Não sonho com alguém que mate dragões, já basta que não alimente ou crie ilusões. Ah! Se houvesse uma companhia para serões, para pular portões pelo simples prazer de beijar escondido. Companhia para saraus de tudo que foi lido, para confessar segredos escondidos e chorar junto o que não foi esquecido.
O que mais quero é alguém que me olhe e me veja, que sinta prazer em descobrir o que sou, que me diga onde estou e me ofereça seus gols. Eu almejo um olhar de desagrado quando outros olhares me seguirem, mas é necessário que dê um sorriso debochado quando meu vestido encurtar, meu peso subir e quando, após umas cervejas compartilhadas, um dos dois cair.
Quero um amor pra sorrir, pra vir quando menos espero. Quando pensar que menos desejo sua aparição ele deve surgir e ficar sem que eu tenha que ligar.
Um amor precisa saber te jogar na mesa sem leveza e depois te levar pra ver o pôr-do-sol.
Quero carinho, mesmo quando esbravejar, quero reconhecer no olhar raivoso o homem amoroso para quem me doei.
No meu conto de fadas não existem santos, mas seres humanos recheados de erros. Quero alguém que saiba escutar e se fazer ouvir e depois de tudo diga: vem aqui ... Alguém que preze quando ouvir: preciso de ti!
Espero por um amor que fique ... por um coração que sinta ... por uma boca que não minta ... por alguém que se revele sem palavras e me ame sem ressalvas.
   
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 1 verbalizados

Apenas verbalizando ...

Ela não precisa de qualquer motivo, não atende à nenhuma razão. Ela se desfaz e se refaz em silêncio absoluto para não perturbar a vizinhança. Não quer platéia ou holofotes, quer apenas a imensidão de  si mesma, o cheiro de seu quarto e as verdades provisórias que descarta nos dias frios. Se faz quente como fria, sem remorso, sem culpa ou dor - atendendo a própria pequenez de sua existência.

Não há nada que possa abalar sua vulnerabilidade à vontade de ser ela em quietude plena. Repleta de sonhos órfãos de companhia que se bastam como ela. Ora repleta, ora vazia - o oco é suficiente para saber que está ali no infinito de si. Sozinha, mas consigo ... imensa, completa.  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 1 verbalizados

Gladiadores, arenas e bundas: o espetáculo humano



"Os gladiadores do novo milênio", exalta o narrador da praça de nossa pólis "global". Os novos grandões fazem cara feia em entrevistas e velam a brutalidade através de um discurso sobre regras e ética esportiva que confortam o público enquanto alimentam seu desejo por sangue. O UFC ou MMA é a versão pós-moderna das antigas arenas, é uma tentativa descabida de maquiar o grotesco para que pareça civilizado - como se algumas regras, que só impedem um homicídio televisionado, fossem suficientes para transformar  pancadaria em atividade desportiva. 

A política do pão e circo vigora, senhores! Paguem caro e instiguem seus instintos mais baixos, deleitem-se com o vermelho sangue em HD e distraiam-se com a selvageria humana. Colaborem para que a tradição de usar a racionalidade em prol da irracionalidade se perpetue. A reflexão, prova a história, não é nosso forte mesmo - queremos apenas a excitação causada pelos instintos básicos, queremos a destruição do outro, a disputa animalesca, o sexo sem restrições, a liberdade dos selvagens que ignoram as regras - a humanidade está sendo um enorme sucesso de público!

Nenhuma imagem pode ilustrar tão bem nosso tempo quanto o casal Vitor Belfort e Joana Prado. Eles formam a nova imagem do sucesso social. Ele, o ogro musculoso que vive da violência disfarçada. Ela, a feiticeira do sexo que estimula o imaginário da fêmea objeto sempre disposta a satisfazer os instintos do macho alfa. O "romance" dos dois, claro, só poderia ter nascido dentro de um reality show - um outro tipo de arena que funciona como zoológico humano, uma representação bizarra da baixaria que protagonizamos desde as cavernas. Eles se tornaram a expressão de nossa realeza que nasce do povo e,  que sem qualquer instrução, impõe a ignorância e a mediocridade como referentes de excelência e sucesso. 

Aqui está a receita de nossa "nova humanidade": ignorância, violência, sexo e espetáculo. Enquanto a baixaria se mantiver em altos níveis, os administradores de nossa pólis podem ficar despreocupados - tendo o pão e o circo nos sentimos humanos e não ficamos suscetíveis à racionalidade - assim, os únicos gritos que ouvirão serão àqueles que ecoam de nossas arenas em veneração aos musculosos gladiadores e às "bundudas" que se expõem como troféus. Sentem-se e aproveitem!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011 0 verbalizados

Steve Jobs


Tenho muitos desejos, um deles é entender porque os gênios sempre partem cedo demais ... Em um mundo caótico e desordenado, alguns poucos conseguem alcançar a clareza e a simplicidade    vida ... As declaraçōes de Jobs sempre estiverem em total harmonia com seus produtos, foram diretas, focadas, incisivas e provocantes ... Ele não era apenas um mago da tecnologia, mas um visionário que viveu e trabalhou com a paixão e a coragem que diferencia os homens que decidem escrever a própria história, daqueles que vivem à sombra de si mesmos.

Para mim o legado de Jobs poderia ser resumido em um conselho, em uma postura diante da vida:

Faça suas próprias escolhas, decida com paixão e tenha coragem de pensar e ser, simplesmente, diferente! 
sábado, 7 de maio de 2011 1 verbalizados

Fatos

Incêndio Casarão - Barroso com Sete (Pelotas)Incêndio Casarão - Barroso com Sete (Pelotas)Incêndio Casarão - Barroso com Sete (Pelotas)Incêndio Casarão - Barroso com Sete (Pelotas)Incêndio Casarão - Barroso com Sete (Pelotas)Incêndio Casarão - Barroso com Sete (Pelotas)
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Fatos, um álbum no Flickr.

 
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